Mudanças no Culto

Publicado em: 26 de setembro de 2017 Por: Rev. Ageu Magalhães
“Muitas igrejas mudaram a natureza de elementos tradicionais do culto. Os dirigentes leem textos muito mais curtos da Bíblia e passam muito menos tempo em oração. É mais provável os sermões serem psicológicos em lugar de teológicos ou expositivos. Como cuidar do estresse ou do tempo ou do dinheiro parece estar entre as questões espirituais mais prementes da época. A Ceia do Senhor pode ficar ou eliminada ou enfeitada de novidades cerimoniais e simbolismo.
Muitas igrejas viram mudanças grandes na área da música. Dão muito mais tempo à música e fazem uso de maior variedade de instrumentos e mais música especial, notadamente de solistas e corais. O estilo da música também mudou em muitas igrejas. Música clássica e os hinos tradicionais deram lugar a cânticos de louvor em estilos que variam do rock ou pop ao country e sertanejo. Mais importante ainda, o papel da música mudou para muitos. Enquanto que a música tradicional era parte importante do diálogo entre Deus e seu povo, para muitos a música tornou-se a alma do culto, até sendo chamada da parte de “Louvor e Adoração” do culto. A música para alguns parece ter-se tornado um novo sacramento, transmitindo como intermediário a presença e experiência de Deus, estabelecendo um elo místico entre Deus e o adorador. Com os olhos fechados e as mãos no ar, os participantes repetem frases simples que se tornam mantras cristãos.
Muitas igrejas abandonaram a prática histórica de um ministro ordenado dirigir o culto. Várias partes da liturgia são agora dirigidas por profissionais ou membros da igreja. Em alguns lugares nenhuma parte do culto—nem sermão, sacramentos, bênção—parece estar reservada para o ministro.
Há igrejas que têm feito mudanças quanto ao horário do culto. Em muitos lugares o culto de domingo à noite morreu. Mas sábado à noite apareceu como novo horário de culto para os ocupados, que guardam o domingo para trabalho ou recreação. Algumas igrejas dão muito maior atenção aos dias “santos” do ano eclesiástico. O Natal recebe pelo menos um mês de preparação em muitas igrejas (bem como no comércio). Mas, estranhamente, muitas vezes não se fazem cultos no próprio Dia de Natal.”
W. Robert Godfrey, no livro “Reforma Hoje”, da Editora Cultura Cristã, p. 159
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