Sobre comidas e bebidas…

Publicado em: 27 de dezembro de 2016 Por: Rev. Ageu Magalhães


Quando eu tinha 9 anos de idade, em 1981, o primeiro McDonald’s de São Paulo chegou na Avenida Paulista. Foi um evento! Naquela época não havia muitas opções de restaurantes. Na verdade, ir a um restaurante era algo apenas para quem tinha muito dinheiro. Não havia também a enormidade de shoppings centers que hoje temos no país, com suas grandes praças de alimentação. Em São Paulo, em 1981, só havia dois shoppings. Bebida também era algo de pouca opção: Refrigerantes, tubaína, Tang e algumas poucas marcas de sucos.

Trinta e poucos anos depois e o universo de comidas e bebidas ficou imenso. Você entra em uma praça de alimentação e tem todo tipo de opções, para todos os tipos de paladares e bolsos. Você vai a um hipermercado e encontra todo tipo de bebidas: de refrigerantes a bebidas lácteas, chás, bebidas energéticas, etc…

Os programas de televisão que envolvem gastronomia fazem muito sucesso e alguns alimentos triplicam de preço quando acompanhados do nome “gourmet”. Por exemplo, brigadeiro gourmet, pipoca gourmet e até tapioca gourmet…

A grande pergunta é: Por que o mercado de comida e bebida evoluiu tanto? A resposta não é difícil. Alguém já disse que quando uma sociedade se afasta dos prazeres do espírito, o que restam são os prazeres da carne… Desde a época do profeta Isaías (Is 22.13), passando pelo tempo do apóstolo Paulo (1Co 15.32) e chegando aos nossos dias, o lema prático da maioria das pessoas é “comamos e bebamos porque amanhã morreremos” ou, em outras palavras, aproveitemos os prazeres da mesa e da cama enquanto há tempo. Neste sentido, o pensamento existencialista de Kierkegaard, Sartre, Camus e outros continua vivo. Embora as pesquisas apontem um brasileiro que crê em Deus, na prática, a situação é bem outra. A maioria das pessoas usa a ideia de Deus apenas para satisfazer ao verdadeiro ídolo, o próprio ego, com todos os seus prazeres materiais.

Aos que se identificam como discípulos de Cristo vai o alerta: Não viva como aqueles que não temem a Deus. Não coloque a mesa e a cama antes do Reino de Deus. Busque os prazeres do espírito antes que os prazeres da carne.

Em dias comemorativos, de festas, infelizes são aqueles que estão correndo para preparar as comidas e as sobremesas especiais, mas não estão preocupados com o alimento espiritual. Nestas épocas os shoppings, os restaurantes e as casas ficam cheios, mas, as igrejas, vazias… Volta ao primeiro amor, povo de Deus, antes que seja tarde.


Que sigamos o nosso Mestre Jesus ao ponto de dizer com ele: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou…” (Jo 4.34).
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