5 Argumentos a Favor do Uso de Instrumentos Musicais no Culto Público

Publicado em: 3 de agosto de 2020 Por: Rev. Ageu Magalhães

Nos últimos dias tenho ouvido falar de uma posição teológica contrária a instrumentos musicais no culto. A posição apresenta 3 argumentos principais:

1º Instrumentos musicais não são permitidos porque ferem o Princípio Regulador do Culto;

2º Não são permitidos porque estão associados ao sistema sacrificial do Antigo Testamento e, cessado este sistema, o uso deles também cessou;

3º Não podem ser usados porque apenas os levitas foram encarregados do seu uso no culto e, cessado o período dos levitas, não temos mais ninguém autorizado a utilizá-los.

Com base nestes argumentos principais, que considero equivocados, resolvi escrever 5 argumentos favoráveis à continuidade do uso de instrumentos musicais no culto da nova aliança. Esclareço que não vejo como obrigatório o uso de instrumentos no culto. É possível louvar a Deus sem eles. Mas são instrumentos úteis, que ajudam na adoração. Vamos aos 5 argumentos: 


1. Instrumentos musicais são utilizados no culto porque são neutros.

1.1. Instrumentos musicais foram criados bem antes do tabernáculo e sem objetivo religioso.

“Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro; a irmã de Tubalcaim foi Naamá.” (Gn 4.20-22)

Da mesma forma que não são religiosos os que habitam em tendas, criam gado e mexem com bronze e ferro, não o são os que tocam harpa e flauta (v. 21). Instrumentos musicais geram sons quando tocados. O uso que será feito do som depende da intenção do que toca.

É certo que Davi mandou fazer milhares de instrumentos, considerando que havia 4 mil levitas músicos (1Cr 23.4,5), mas alguns destes instrumentos já existiam há muito tempo, como a harpa (Gn 4.21; Gn 31.27; 1Cr 15.16).

O mesmo não acontece com os elementos do sistema levítico. Ao contrário de instrumentos musicais, tudo no tabernáculo e no templo foi criado com objetivo religioso. O local, os móveis, os sacrifícios, tudo.


1.2. Instrumentos musicais não apontavam para Cristo.

Eram neutros e usados em diversas ocasiões, religiosas ou não. Eram utilizados…

– Em despedidas (Gn 31.27)

– Em recepções (Jz 11.34)

– Em guerras (Js 6.4,5; 2Cr 13.14; Jr 4.19; Ez 7.14; Am 2.2)

– Na entronização de reis (1Rs 1.39,40; 2Rs 9.13; 2Rs 11.14)

– Em banquetes (Is 5.12)

– Em momentos de ócio (Jó 21.11,12; Am 6.5)

– Em cultos idólatras (Dn 3.3-5)

Ao contrário dos instrumentos, no tabernáculo e no templo tudo era religioso e tudo apontava para Cristo.

 

1.3. Instrumentos musicais não tinham a mesma sacralidade dos móveis.

Os móveis do tabernáculo contavam com argolas e varões para serem transportados pelos levitas. Nem os levitas, podiam tocá-los (1Cr 13.9,10).

Se os instrumentos musicais fizessem parte do sistema sacrificial, seria natural que também fossem consagrados e tivessem o seu transporte restrito. Mas nada é falado sobre consagração de instrumentos musicais.

Os instrumentos, tanto não faziam parte do sistema sacrificial, que só foram inseridos no culto, na época de Davi, no templo (1Cr 15.16-22). Se tivessem o mesmo peso dos sacrifícios, teriam sido inseridos já no tabernáculo.

 

1.4. Instrumentos musicais não contam com o detalhamento característico de elementos do sistema sacrificial.

Deus revelou detalhadamente a forma como cada elemento do sistema sacrificial judaico deveria ser feito:

– Circuncisão (Gn 17.8-14)

– Tabernáculo (Ex 20.23-26)

– Desenhos, lapidação e entalhe (Gn 35.30-35)

– A arca (Êx 25.10-22; 26.33)

– Cortina (Êx 26.31-33)

– Coluna da cortina (Êx 26.31,32)

– Lugar santo (Êx 26.33)

– Lugar santíssimo (Êx 26.33)

– Cortina – reposteio (Êx 26.36)

– Coluna da cortina – reposteio (Êx 26.37)

– Base de cobre com encaixe (Êx 26.37)

– Altar do incenso (Êx 30.1-6)

– Mesa dos pães da proposição (Êx 25.23-30; 26.35)

– Candelabro (Êx 25.31-40; 26.35)

– Panos de linho (Êx 26.1-6)

– Panos de pelo de cabra (Êx 26.7-13)

– Cobertura de pele de carneiro (Êx 26.14)

– Cobertura de peles finas (Êx 26.14)

– Armação (Êx 26.15-18, 29)

– Base de prata com encaixe para a armação (Êx 26.19-21)

– Travessa (Êx 26.26-29)

– Base de prata com encaixe (Êx 26.32)

– Bacia de cobre (Êx 30.18-21)

– Altar da oferta queimada (Êx 27.1-8)

– Pátio (Êx 27.17,18)

– Entrada (Êx 27.16)

– Cortinados de linho (Êx 27.9-15)

– Turbante do sacerdote (Êx 28.39)

– Tiara de ouro (Êx 28.36, 29.6)

– Pedra de ônix (Êx 28.9)

– Correntinha (Êx 28.14)

– Peitoral do julgamento (Êx 28.15-21)

– Éfode e cinto (Êx 28.6,8)

– Túnica sem mangas azul (Êx 28.31)

– Barra de sinos e romãs (Êx 28.33-35)

– Veste comprida de linho fino (Êx 28.39)

A grande pergunta é: onde está o detalhamento dos instrumentos musicais se eles também faziam parte do sistema sacrificial?

É evidente que eles não faziam parte. Se fizessem, teriam o mesmo detalhamento, a mesma sacralidade e teriam sido inseridos junto com os sacrifícios no tabernáculo.

 

1.5. Instrumentos não aparecem nas listas de elementos do sistema levítico.

As duas trombetas de prata foram feitas por ordem de Deus a Moisés (Nm 10.1,2). Elas serviam para convocar o povo (Nm 10.1-9) e também para o culto ao SENHOR (Nm 10.10). O toque das trombetas era realizado não pelos levitas, mas pelos sacerdotes (Nm 10.8).

Note que, embora utilizadas nas solenidades, as duas trombetas de prata não aparecem nas listas de elementos do tabernáculo. Não aparecem entre os objetos litúrgicos do culto de Israel. Isso confirma que instrumentos musicais não tinham o mesmo status dos outros elementos do sistema sacrificial.

 

2. Instrumentos musicais são utilizados no culto porque há registro deles depois do sistema levítico.

2.1. No Salmo 150

O Salmo 150 descreve o louvor final dos santos nos céus:

“Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.” (v.1)

João Calvino comenta que “Quanto ao termo santuário, há pouca dúvida de que ele se refere ao céu, como é frequente em outras passagens.” (CALVINO, João. Salmos. São José dos Campos: Editora Fiel, 2009, Sl 150.1)

O final do salmo faz paralelo com a adoração descrita no Apocalipse:

“Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!” (v. 6)

Allan Harman, no seu comentário dos Salmos, escreveu: “Este imperativo final ao louvor no Saltério tem seu eco numa visão do Livro do Apocalipse. João diz: ‘Então ouvi toda criatura no céu e na terra e debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe, cantando: àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro seja o louvor e a honra e a glória e o poder, para todo o sempre!’ (Ap 5.13)” (HARMAN, Allan. Salmos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2011, Salmo 150.6).

Nesta antevisão dos céus, vários instrumentos são mencionados:  

“Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.” (vs. 3-5).

Simon Kistemaker aplica a variedade instrumental descrita neste Salmo ao culto dos nossos dias:

“As liturgias diferem em todas essas igrejas. Algumas não possuem qualquer acompanhamento musical; em outras, o órgão ou o piano acompanham o cântico congregacional, e ainda em outras os violões, flautas ou tambores fazem parte do culto. A variedade de instrumentos musicais usados para louvar a Deus é refletida no último salmo do Saltério (Sl 150), onde o salmista menciona a harpa, a lira, o tamborim, instrumentos de cordas, flauta e címbalos.” (KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2016, Vol. 1, p. 350).

 

2.2. Em 1 Coríntios 14.26, Efésios 5.19 e Colossenses 3.16

Paulo utiliza a palavra “salmo”, grego ψαλμος, três vezes em suas cartas. A palavra “salmos”, no grego, significa “toque, ato de fazer vibrar e produzir som” (Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, # 5568)

John Stott, comentando Efésios 5.19, escreveu: “… a menção de ‘salmos, hinos e cânticos espirituais’ (que não se distinguem facilmente entre si, embora a primeira palavra subentenda um acompanhamento musical) indica que o contexto é o culto público” (STOTT, John. A Mensagem de Efésios. São Paulo: ABU Editora, 1994, Efésios 5.19).

A pergunta que naturalmente surge é: Por que não temos registros da Igreja Primitiva utilizando instrumentos musicais? O não uso de instrumentos naquele período se deve às perseguições que a igreja sofreu. A partir de 35 d.C. a igreja não teve mais paz. Sempre sob perseguição, não teve condição alguma de estabelecer um culto em lugar amplo e mais conforto. Como explicam H.M. Best e D. Huttar:

“A Igreja Primitiva era sempre uma hóspede temporária, alojada temporariamente em casas, navios, praias e praças públicas. Estava frequentemente escondida daqueles que tentavam eliminá-la. Ela não tinha tempo para coisa alguma a não ser para os mais simples meios musicais e atividades em sua prática de adoração” (H.M. Best, D. Huttar, Música: Instrumentos Musicais. In: Merrill C. Tenney, Org. Ger., Enciclopédia da Bíblia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, Vol. 4, p. 418).

 

2.3. No Apocalipse

No livro do apocalipse, com o Cordeiro que foi morto já glorificado e exaltado, vemos a presença de harpas na adoração em duas passagens:

1ª Os 4 seres viventes e os 24 anciãos adorando com harpas:

“Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Ap 5.7-10)

2ª Os remidos louvando a Deus com harpas:

“Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.” (Ap 15.2-4)

Os que defendem a proibição de instrumentos no culto dizem que estes textos são simbólicos, por isso não servem de base para a aceitação de instrumentos. A isso respondemos que o livro de Apocalipse está repleto de linguagem simbólica, mas há muito de literalidade também. As perguntas a serem feitas aos textos acima são: É verdade que estes dois cânticos de exaltação ao Cordeiro serão entoados em algum momento? Se é verdade, quem os cantará? E quais instrumentos o texto informa que acompanharão o canto? Observe que, olhando deste prisma, não há linguagem simbólica. São instrumentos de fato.

 

3. Instrumentos musicais são utilizados no culto porque os sacrifícios foram revogados no Novo Testamento, os instrumentos não.

Com a chegada de Cristo, o Cordeiro Perfeito, todo o sistema sacrificial foi revogado. Não há mais…

– Local consagrado para adoração (Jo 1.14; Jo 4.19-24; 1Pe 2.5)

– Separação pelo véu (Mt 27.51; Hb 10.19-25)

– Sacrifícios pelos pecados (Hb 7.26-28; 9.11-14; 10.8-10)

– Sacerdotes humanos (Hb 6.20; 10.11-14)

– Leis dietéticas (At 10.10-15; Rm 14.1-3; 1Tm 4.3-5)

Se os instrumentos musicais faziam parte da lei cerimonial, onde está a sua revogação? A resposta é que, como não faziam parte do mobiliário do tabernáculo ou do templo de Salomão, não podem ser considerados tipos da obra consumada de Cristo e, portanto, não foram revogados no Novo Testamento.

 

4. Instrumentos musicais são utilizados no culto porque não são elementos de culto, mas de circunstância.

O culto ao Senhor é formado por elementos determinados pelo próprio Deus nas Escrituras. Antes de entrar na terra prometida, Deus advertiu o povo:

“Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá. Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando.”  (Dt 4.1-2).

Como escreveu Jeremiah Burroughs (1599-1646) “… no culto a Deus não pode haver nada apresentado a Deus, que Ele não tenha ordenado; o que quer que pratiquemos no culto a Deus, deve ter fundamentação proveniente da Palavra de Deus”.

De acordo com a Confissão de Fé de Westminster, estes são os elementos do culto:

“III. A oração com ações de graças, sendo uma parte especial do culto religioso, é por Deus exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio do seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé, amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos circunstantes (…) V. A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo – são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso.” (CFW, cap. 21)

Em suma, estes são os elementos de culto e suas bases bíblicas:

Oração – Dt 6.9; 1Ts 5.17; Hb 13.18; Fp 4.6; Tg 1.5; 1Co 11.13-15; Dt 22.5

Leitura da Palavra – Mc 4.16-20; At 13.15; 1Tm 4.13; Ap 1.13; At 1.13, 16.13; 1Co 11.20

Pregação – Mt 26.13; Mc 16.15; At 9.20; 2Tm 4.2; At 20.8, 17.10; 1Co 14.28

Cântico – 1Cr 16.9; Sl 95.1,2; Sl 105.2; 1Co 14.26; Ef 5.19; Cl 3.16

Sacramentos – Mt 28.19; Mt 26.26-29; 1Co 11.24-25

Votos – Dt 6.13; Ne 10.29; Ec 5.4,5

Elementos são os formadores obrigatórios de um culto. Sem eles, a reunião não pode ser considerada culto. Por exemplo, se você for comemorar o aniversário de um filho e chamar o pastor para ler um texto e orar, isso não se constitui culto, mas reunião de ações de graças. Culto é quando a maioria dos elementos está presente e o culto é cristocêntrico, isto é, tem Cristo no centro.

Auxiliando a compreensão deste assunto temos as chamadas circunstâncias de culto, que tratam daquilo que não é obrigatório, mas varia de acordo com o tempo, o lugar e a cultura vigentes. Sobre este assunto, a Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte:

“VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.” (CFW, cap. 1 – grifos meus)

Um dos mais capazes membros da Assembleia de Westminster, George Gillespie, disse o seguinte sobre as circunstâncias de culto:

“Circunstâncias devem, em primeiro lugar, não ser uma parte substancial do culto, o que significa que elas não devem ter nenhum significado religioso. Em segundo lugar, as circunstâncias dizem respeito a questões que facilitem a adoração, mas que não podem ser determinadas pela Escritura. Em terceiro lugar, deve haver “uma boa razão” para as circunstâncias, tornando-as necessárias para o cumprimento dos mandamentos de Deus“. (GILLESPIE, George. A Dispute English Popish Ceremonies Obtruded on the Church of Scotland. Dallas: Naphtali Press, 1993, pp. 112-115).

São exemplos de circunstância de culto: Instrumentos musicais, energia elétrica, púlpito, internet, ventilador, ar-condicionado, bíblia em papel, uso de capítulos e versículos, bancos de madeira, horário de culto. Tudo isso é neutro, não tem significado religioso em si mesmo e facilita a adoração.

Dentro do nosso assunto, o elemento de culto é o canto congregacional. Os instrumentos musicais são circunstanciais, pois não têm significado religioso e facilitam a adoração.

 

5. Instrumentos musicais são utilizados no culto porque, entre os reformados, esta é uma questão adiáfora.

Adiáfora significa algo secundário, indiferente. Em teologia o termo é usado para questões que não são essenciais à fé cristã.

No decorrer da história o entendimento quanto a esta questão foi diverso. Entre os reformadores e entre os puritanos houve os que rejeitaram instrumentos e os que os admitiram. No mundo reformado atual, a situação é semelhante. No Brasil, a maioria dos pastores reformados é favorável aos instrumentos no culto. Nos Estados Unidos, Joel Beeke, por exemplo, tem órgão em sua igreja.

Nestas questões, o princípio bíblico de Romanos 14.1-12 se aplica. Que Deus nos dê sabedoria, discernimento e amor neste sentido.

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Unknown
Unknown
1 ano atrás

Cari Rev. Ageu, graça e paz!
Gostei muito e subscrevo.

Unknown
Unknown
1 ano atrás

Grato Rev. Ageu. Muito boa a sua contribuição para essa discussão.

Gilberto Pires de Moraes
Gilberto Pires de Moraes
1 ano atrás

Muito boa sua refutação!
Bíblica e coerente!

Rev. Silas - 5ª IPVR.
Rev. Silas - 5ª IPVR.
1 ano atrás

Excelente reflexão. Bem fundamentada e argumentada.
Rev. Silas 5ª IP de Volta Redonda – RJ.

Wagner
Wagner
1 ano atrás

Excelente refutação e argumentação. Deus o abençoe.
Wagner Mesquita
Músico Sacro, IP Unida de S.Paulo

silaspalermo
silaspalermo
1 ano atrás

Excelente argumentação. Obrigado por contribuir para restringir a ignorância dos desocupados.

Rev. Silas Palermo
Rev. Silas Palermo
1 ano atrás

Excelentes argumentos. Obrigado por ajudar a dirimir a ignorância de alguns.

Luciano Betim
Luciano Betim
1 ano atrás

Parabéns reverendo Ageu.
Gosto muito de suas explicação.
Estamos alinhados em mais de 95%… inclusive no tema da postagem.
Um abraço.

Att, Rev. Luciano A. Betim

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