8 Provas de que o Dom de Línguas de Atos 2 é o mesmo de 1 Coríntios

Publicado em: 17 de fevereiro de 2020 Por: Rev. Ageu Magalhães
Antes de mais nada, esclareço que considero os pentecostais meus irmãos. Tenho comunhão com alguns deles e creio que são irmãos verdadeiros. Escrevo este texto na esperança de trazê-los a uma compreensão mais bíblica deste dom. Meu objetivo não é agredir a fé de ninguém. Eis os 8 motivos pelos quais creio firmemente que o dom de Atos 2 é o mesmo de 1 Coríntios.

1. A Sequência do dom – Não há registro bíblico que indique a mudança no dom entre Pentecostes e a Igreja de Corinto. Logo, é natural esperar que o dom exercido em Jerusalém, igreja mãe, núcleo dos apóstolos, seja o mesmo encontrado nas igrejas filhas, como é o caso de Corinto.

2. A Simplicidade da revelação – A revelação de Deus é simples. Ela alcança todos os tipos de pessoas, desde intelectuais até aqueles que não tiveram oportunidade de estudo. Por isso, alguém que começa a ler o Novo Testamento e, chegando em Atos 2, depara-se com o dom de línguas, entendendo-o como dom de idiomas, irá continuar lendo o texto sagrado com está definição em mente, a menos que o texto indique uma mudança no dom.

3. O Objetivo do dom – Qual foi o objetivo primeiro do dom de línguas? Veja Atos 2.9-11. Da boca dos estrangeiros ouvimos o cumprimento deste objetivo: ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus. O objetivo era falar do Evangelho àqueles que não entediam a língua dos judeus. A grande barreira que separava aqueles homens era a língua e Deus resolveu isso através do dom. O mesmo se deu em Corinto. A barreira “idioma” caiu quando os crentes passaram a anunciar o Evangelho na língua daqueles que passavam por aquela cidade.

4. O Ambiente demográfico – Jerusalém e Corinto se assemelham em pelo menos uma coisa: a grande quantidade de estrangeiros. Na festa do Pentecostes, milhares de peregrinos de várias nações chegavam em Jerusalém para a festa. Em Corinto não havia festa, porém, por ser cidade portuária, capital da imoralidade da época e famosa pelo saber, também recebia milhares de estrangeiros em seu solo. Isto reforça ainda mais a necessidade de um dom para comunicação da Graça de Deus a estes estrangeiros.

5. A Origem gramatical da palavra – As palavras usadas para línguas tanto em Atos, quanto em Corinto, indicam linguagem humana normal. As palavras são dialektos e glossa. Ambas significam línguas, idiomas. Se Paulo quisesse se referir aos dons como linguagem ininteligível, extática, ele usaria a palavra própria para isso algaravia, nunca palavras que indicassem idiomas.

6. As línguas precisavam ser interpretadas – Em Corinto, para que todos compreendessem o que estava sendo dito aos estrangeiros, havia intérpretes capacitados pelo Espírito para a tradução. Veja 1 Coríntios 12.10; 14.5,23,26-28. Havia tradução porque eram idiomas. Idiomas podem ser traduzidos. O mesmo não acontece com linguagem sem sentido. Alguém consegue traduzir os sons de uma criança que ainda não fala?

7. A Variedade de línguas – Paulo fala em 1 Coríntios 12.10 em variedade de línguas e em 14.18 na sua capacidade de falar outras línguas. O ponto aqui é que você pode ter uma variedade de idiomas, mas não uma variedade de linguagem sem sentido.

8. As línguas eram um sinal para o Israel descrente – Em 1 Coríntios 14.21, Paulo cita Isaías 28.11,12 mostrando que as línguas são um sinal não para os justos, mas para os injustos, aqueles que não ouviram a mensagem de Deus ― o Israel incrédulo. Note que Paulo está comparando as línguas de Corinto com um idioma real e estrangeiro. Há tempos que Deus profetizava a abertura do reino aos gentios, e este texto de Isaías é justamente parte destas profecias. Visto que o povo de Deus rejeitou a sua mensagem, esta seria anunciada a povos gentios por meio de línguas estranhas à nação judaica, fato que aconteceu no Pentecostes, em Atos 2, com manifestação de idiomas.

A conclusão é que o dom de línguas bíblico é o dom de idiomas. Deus concedeu este dom à sua igreja em um momento decisivo de sua história, para pregação do Evangelho. Que Deus abençoe o povo que se chama pelo seu nome para que seja cada vez mais fiel à sua Palavra.
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