As Igrejas Históricas evangelizam?

Publicado em: 20 de maio de 2014 Por: Rev. Ageu Magalhães
Vamos tratar disso em dois pontos:

1. A humildade deve nos levar a aceitar críticas prontamente. Como não somos perfeitos, qualquer crítica deve ser assimilada com atenção, pois pode ser verdadeira ou, ao menos, ter um fundo de verdade. Quando irmãos criticam as igrejas históricas quanto à evangelização, fazemos bem em ouvir o que estão dizendo porque, nem nós, nem eles fazemos uma evangelização perfeita. Logo, todos temos campo para melhorar.

2. Assimilar a crítica do ponto 1, não significa admitir que as igrejas históricas não evangelizam. Muito longe disso! Presbiterianos, Congregacionais, Luteranos, Metodistas e Batistas estão há mais de um século evangelizando o Brasil. Incluo também as igrejas pentecostais históricas, como a Assembleia de Deus. Além das milhares de igrejas e conversões, ainda resta o enorme impacto no campo da educação e da ação social.

Quanto à Igreja Presbiteriana do Brasil, com 154 anos aqui, apenas o órgão central da Igreja (Supremo Concílio) investe cerca de 20 milhões de reais em missões e evangelização (54% do seu orçamento anual). Isso sem falar das mais de 6 mil igrejas que, individualmente, têm seus projetos evangelísticos locais. Fora do Brasil, só a nossa igreja sustenta hoje 145 missionários em 16 países. Investimento pesado em evangelização tem sido feito no Rio Grande do Sul, por exemplo, visando plantar algumas dezenas de igrejas nos próximos anos. Eu mesmo já estive lá, algumas vezes, em viagens missionárias com seminaristas de todo o país, evangelizando nas ruas, praças, de casa em casa e em escolas. E isso é apenas uma gota no oceano. Temos igrejas em São Paulo avançando no objetivo de plantar trabalhos em todas as cidades do Estado; no Nordeste o “Projeto Rumo ao Sertão” com mais de 30 igrejas organizadas nos últimos anos; Seminários Teológicos enfatizando cada vez mais a necessidade da evangelização e um número crescente de vocações missionárias entre os jovens de nossas igrejas.

Temos campo para melhorar? Com certeza. Mas ninguém ouse dizer que as igrejas históricas são omissas, pois não é verdade. Aliás, a grande maioria das denominações mais novas do país, com menos de 50 anos, saíram das igrejas históricas. Os líderes destas igrejas se converteram nas históricas e depois saíram. Cabe a estes, pelo menos, respeito e gratidão. Que Deus abençoe a sua Igreja em nosso país. E continuemos a evangelizar, sem esmorecer, até que nosso Senhor volte!

Para que não restem dúvidas, veja a interessante reportagem produzida pelo Jornal Nacional em 2009:


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