A Igreja da Escócia e o homossexualismo

A Assembleia Geral da Igreja da Escócia aprovou ontem, dia 20/05, a polêmica decisão que permite às igrejas locais a eleição de pastores homossexuais. O relato abaixo é do Rev. Dráusio Piratininga, ministro brasileiro, atualmente pastoreando uma das igrejas daquela denominação e que participou da Assembleia Geral:
“Perdemos, mas poderia ter sido pior. Havia a proposta “A” que se aprovada a igreja passaria a adotar a posição de que todos os gays que estivessem em união civil (casados) seriam aceitos sem quaisquer restrições para candidatura, ministério pastoral, diaconato e presbiterato. Se a proposta A passasse, a partir de hoje, esta seria a posição oficial da igreja. Os Conselhos que fossem contrários a essa decisão deveriam se posicionar e teriam o direito de não querer pastor, diácono ou presbítero gay, tendo proteção legal em caso de alguma demanda. Obviamente esta é a proposta dos liberais. A comissão teológica que apresentou o relatório no plenário disse claramente que esta posição não tem nenhuma base bíblica. Havia a proposta “B” que é a que nós (os evangélicos) lutamos por. Ou seja, gay em prática não pode ser aceito e a autoridade suprema da Bíblia deve ser mantida.
Na hora do almoço, uma moção, nova proposta (trazida pelo moderador da legislatura anterior) foi fabricada e à tarde apareceu no plenário. Essa terceira via submeteu a proposta de que a igreja se mantenha na posição em que está atualmente, ou seja, tradicional. Caso algum conselho queira optar por ter um pastor em relacionamento oficialmente matrimonial com alguém do mesmo sexo isso será aprovado, sem demanda sobre a igreja. Ou seja, é o oposto da posição A apresentada pelos liberais. Na primeira votação, a posição A dos liberais venceu as outras duas em números de votos. A nossa posição (B) por ter sido a mais baixa, ficando em terceiro lugar, caiu. Ficando agora a decisão entre A e a terceira proposta. Fica fácil de entender a mente do plenário aqui – para que A não vencesse, todos que votaram em B optaram pela terceira proposta, não sendo a ideal, mas não foi a pior. Resultado, a terceira proposta venceu com uma certa folga.
Mas nada mudou por enquanto. A igreja continua como sempre foi oficialmente, não aceitando líderes gays casados. Uma comissão foi colocada para transformar isso em proposta oficial para a Assembleia de 2014. Passando essa proposta em 2014 a decisão deverá ser submetida a todos os presbitérios e a decisão dos presbitérios será homologada na Assembleia Geral de 2015.
Aspectos negativos da decisão de ontem: 1. Se essa proposta for aprovada, a partir de 2015 a igreja passa a ter um governo estranho, presbiteriano e congregacional ao mesmo tempo. 2. Querendo ou não, gays serão aceitos como candidatos. 3. No fim, a autoridade da Escritura foi para o lixo. 4. Acredito que mesmo não sendo uma decisão final, a igreja perderá muitos membros, ministros, líderes e até igrejas, e o pior, todos eles fiéis à Palavra.
Os pontos positivos: 1. Se a decisão A dos liberais fosse aprovada (e seria se não fosse a terceira opção) hoje a igreja já estaria aberta aos gays e longe das Escrituras. 2. Temos ainda 2 anos para trabalhar e nos preparar para mais batalhas. 3. Agora, como sempre, mas mais do que nunca, temos que pregar a Palavra, do púlpito, nos concílios, na imprensa, fazer um grande movimento, oração, jejum, enfim… Se Deus quiser vamos nos fortalecer para a batalha final. 4. Lamentável se alguns irmãos nos deixarem agora, mas os que ficarem vão se unir. Dia 14 de junho teremos uma reunião dos “sobreviventes” na esperança de estarmos juntos nessa, em apoio mútuo.”
Considerando o relato do Rev. Dráusio, cabe a nós brasileiros orarmos por estes irmãos que ainda estão fiéis, para que Deus lhes abençoe nesta luta e que eles não esmoreçam. Ademais, cuidemos das nossas igrejas aqui no Brasil para que nossos crentes não tenham dúvidas quanto a este assunto. Quando estes ventos do norte vierem para cá, que estejamos prontos para a batalha.

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